Abadiânia – GO João de Deus e eu

Escrito por Ligia Caligaris on. Postado em Abadiânia - João de Deus e eu, Brasil, Goiás, Viagens

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Minha curiosidade de conhecer João de Deus veio por meio de amigos e outras pessoas que procuraram a cura com ele.

Aproveitei que tirei uns dias nas minhas férias para ir a Brasília e lá fui eu levada gentilmente por uma prima e que nunca havia ido.

A distância de Brasilia e Abadiana é de 78 Km.  A viagem pelo planalto central é rápida e linda.

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Saímos cedo e um pouco antes de chegarmos à cidade almoçamos no restaurante Jerivá onde tem uma comida goiana maravilhosa. Este restaurante tem tanto do lado de quem vem para Abadiânia por Brasilia como por Goiania.

De lá seguimos para Abadiânia e chegando na cidade é só perguntar para qualquer pessoa aonde fica a casa Dom Inácio. Todos sabem.

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Por uma ruazinha estreita e de terra fomos em direção à casa Dom Inácio.

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O cenário lembra filmes do dia do fim do mundo.

Lojas de roupas brancas e  pousadas aos montes. E pela rua, pessoas de branco e cadeiras de rodas indo na mesma direção. Sensação estranha.

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No site oficial não falava para ir de branco. Em outros falava que o branco era obrigatório. Uma vez lá vi que 99,9% das pessoas estavam de branco. Pareceu-me que mesmo sem branco, as pessoas eram atendidas.

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Tanto no terreno da Casa Dom Inácio como no terreno em frente existe estacionamento.

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Entrei na casa enquanto minha prima estacionava.

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Perguntei a um casal que estava sentado num salão cheio de gente e decorado com figuras de Jesus Cristo, Nossa Senhora, Santa Rita de Cássia, Santo Inácio de Loyola e de João de Deuses qual era o procedimento e eles me apontaram para um informante da casa.

Fui orientada a pegar a senha da primeira vez na lojinha.

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Peguei a senha e  voltando para o salão passei por um local onde as pessoas estavam colocando o nome e data de nascimento de pessoas conhecidas para que fossem abençoadas à distância.

Coloquei o nome de todas as pessoas que lembrava da data de nascimento e de algumas que não lembrava mas achava que poderiam precisar de benção.

Fui me sentar no salão, que é aberto e ventilado, esperar por o que iria acontecer.

Devo dizer que o ambiente é de muita paz! Aquelas pessoas em cadeiras de rodas, sem cabelo devido a quimioterapia, com máscaras e muito magras tinham no rosto a esperança.

Não me contendo perguntei para minha vizinha o que ia acontecer. Ela me falou que eu iria passar pela entidade e que ele iria me dar um papel e que não me preocupasse com ele. Que eu ficasse bem atenta às palavras da entidade porque ele fala baixinho!

Existem umas 3 televisões espalhadas na paredes que mostram as cirurgias feitas com corte! Impressionava a todos.

Às 14:15 alguém pegou o microfone e começou a dar orientações em português, francês, inglês e alemão.

Quem havia ido de manhã e estava voltando para cirurgia deveria fazer uma fila. Foram orientadas a colocar a mão sobre onde queriam ser operadas ou no coração caso tivessem problemas em mais de um local.

Deveriam ficar de repouso durante 24 horas após a cirurgia e não poderiam fazer esforço, carregar peso ou  fazer sexo por 40 dias.

Pediram também para as pessoas que tinham sido operadas de manhã que fossem repousar, que não precisavam ficar ali.

Enquanto a fila ia se formando e andando, um senhor pegou o microfone e começou a falar de João de Deus e puxou um pai-nosso, ave-maria e começou a cantar músicas da época que eu era criança em Itápolis. Esta lembrança me fez sorrir.

Orientaram também para que não cruzássemos as pernas e braços e que celulares deveriam ficar desligados para não interferir na energia. Fotos e filmagens também estavam proibidas. Pediram para que não parassem de fazer o tratamento médico porque os médicos eram os representantes de Deus na terra.

Depois orientaram a formar a fila do bye bye! Esta fila é formada por pessoas que iam se despedir da entidade depois de passarem um tempo na cidade devido ao tratamento. A cirurgia leva alguns dias para fazer efeito.

De repente forma-se um burburinho. No palquinho da frente começam a subir algumas pessoas inclusive uma moça com uma filmadora.

Sobem também no palco 2 pessoas amparadas, que parecem estar hipnotisadas e são colocadas encostadas contra a parede.

Alguns auxiliares sobem com bandejas cirúrgicas.

A seguir entra a entidade com o olhar no infinito, aproxima-se da moça que está encostada na parede,  pega um instrumento da bandeja cirúrgica e enfia em uma das narinas dela.  Neste momento todos que estão na sala estão levantados e isso atrapalha para ver tudo o que está acontecendo. A entidade gira o instrumento que está na narina e o retira sujo de sangue. Minha prima faz um gesto como se ele tivesse enfiado o instrumento no cérebro. Falei para ela se acalmar que não era isso e o que ele tinha colocado no nariz era uma “compressinha”.

Colocam a senhora numa cadeira de rodas e a levam para dentro.

Em seguida a entidade se aproxima do senhor gordo e levanta sua camiseta,  apalpa seu abdome, pega um bisturi e faz uma abertura de 10 cm na pele.

O sangue pinga, os dedos da entidade ficam sujos de sangue. Ele não usa luvas.

Com um sinal, a menina que segura a bandeja se aproxima e ele pega uma agulha e sutura a ferida com uns 3 pontos. A multidão fica impressionadíssima!!!!

O senhor é colocado numa cadeira de rodas e a seguir é retirado do salão.

A entidade e seu séquito deixam o salão. Um dos organizadores limpa o sangue do chão e outro começa a chamar a fila do retorno,  ou seja, das pessoas que tinham sido operadas no dia anterior.

Uma das organizadores interrompe para falar que tivemos um dia de sorte. A entidade havia “operado ao vivo” 2 pessoas pela manhã e agora de tarde mais duas.

Chegou a nossa vez, ou seja, a fila da primeira vez. 

Levantei-me rapidamente para me colocar na fila que estava se formando. A organizadora falou que podíamos pegar na mão da entidade e perguntar alguma coisa se assim o desejássemos.

A fila começou a andar e logo entramos numa sala onde haviam várias pessoas sentadas, ou melhor, largadas nas cadeiras, algumas cobertas, outras de boca aberta. Todas aparentemente dormindo. Era a sala da meditação. Essas pessoas ficam horas na mesma posição.

Alguns abrem os olhos, olham através de você e depois continuam a “dormir”.

A fila anda lentamente. Procuro ouvir o que estava passando na minha frente. Posso ouvir a entidade perguntar para uma pessoa de onde ela vinha e para outra o que ela fazia.

A fila parou numa adolescente que estava acompanhada de uma organizadora e a menina chorava muito!!!!

Fiquei tentando fazer qualquer cara que não denunciasse que estava ali por curiosidade!

Chegou minha vez!!! A entidade escreveu qualquer coisa no papel, me entregou e disse “Continue seu trabalho”.

Foi um balde de água fria!!!! Logo pra mim, me mandar continuar a trabalhar quando minha aposentadoria estava tão perto!

Fiquei muito brava com a entidade e logo me mandaram seguir para uma salinha ao lado onde todos estavam se sentando e ficando com os olhos fechados para tomar um passe.

Um organizador, após o passe, rezou uma ave-maria e um pai-nosso e pediu que esperássemos fora da sala, no jardim e pediu também que não falássemos com ninguém.

Na saída havia um jovem perguntando quem falava inglês ou português. No meu grupo só tinha brasileiro.

Encontrei no lado de fora minha prima que conversava com um senhor.

A entidade havia pedido para ela tomar o remédio e voltar e disse para o senhor que ele precisava fazer uma cirurgia.

Quando todos estávamos no jardim, um organizador subiu num banquinho e de uma maneira muito chata explicou que todos deveríamos ir comprar o remédio. Alguns deveriam voltar para cirurgia, mas “todos” deveriam voltar para Abadiânia algum dia, quando pudessem. Não havia data fixa.

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Não era o que a entidade havia me dito. Fui logo falar com outra organizadora. Ela ficou surpresa e disse que eu tinha que voltar sim!!!!

Os que tinham que fazer cirurgia podiam ficar nas pousadas o tempo necessário para recuperação. Tempo este que varia bastante.

Explicou também que tanto o remédio como o triângulo protetor estavam à venda na farmácia e lojinha respectivamente. 

Fomos comprar o remédio e o triângulo. 

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Na lojinha também estão à venda livros de João de Deus, água purificada, cristais, etc… Aceita-se cartão de crédito ou débito.

Saí de lá querendo entender a mensagem e deixo aqui minha experiência.

Fomos de Abadiânia para Pirenópolis. Outro bonito passeio.

Dicas:

Existe um site do João de Deus que dá todas as dicas para chegar em Abadiânia vindo de Brasília.

Taxis do aeroporto e ônibus saem de Brasília para Abadiânia todos os dias.

João de Deus atende às quartas, quintas e sextas-feiras das 8 às 12 horas e das 14 às 17 horas.

Preço do remédio (passiflora) = 50,00 reais – suficiente para 2 meses.

Preço do triângulo = 12,00 reais.

Cerca de 2.000 mil pessoas passam pela casa semanalmente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Comentários (6)

  • wilsos secali

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    li achei muito interessante tudo ,na realidade nós precisamos ter muita fé parabens por esta viajem que vc fez

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  • Giulio Rolfo

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    Lígia, tenho muita vontade e curiosidade de ir à Abadiânia. E vc me motivou mais, obrigado. Bj

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  • Jane

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    Estive lá e retorno agora em dezembro.Para mim, uma experiência ímpar que resultou numa diferença gritante no resultado dos exames.( Estou em tratamento p um câncer de mama). De 6 que é uma classificação usada por radiologistas e é a confirmação da neoplasia, para 4b, que já não configura mais câncer e sim uma suspeita á investigar!! Volto lá agradecida e levo meus exames, pois são uma prova incontestável e a diferença, para mim, entre a vida e a morte! Valeu!

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  • Ayla Medeiros

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    Ola, estive na casa nesta sexta feira. Foi a melhor experiencia espiritual que eu ja tive, tenho 21 anos e foi de grande valia todas as palavras que a entidade me disse, foi convidada a entrar na corrente, essa parte ai que vc explica que pessoas ficam sentadas meditando e terei que voltar na casa mais duas vezes. Peguei um frasco de remedio mas nao paguei. Se todas as pessoas tivessem respeito e fé pra ir conhecer seria de grande valia.

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