Luang Prabang – Laos

Escrito por Ligia Caligaris on. Postado em Ásia, Laos, Luang Prabang, Viagens

Em 1974 morei um ano em Nova York como bolsista. Fiz high school em Islip .
Tinham outros bolsistas na região e nos encontrávamos em alguns finais de semana.
Uma pessoa  que me marcou foi um estudante do Laos. Seu nome era Moa Lee e tínhamos 17 anos na época.
Eu ficava impressionada com as histórias que ele contava sobre a guerra no seu país.
Ficava principalmente aterrorizada quando ele falava que ele e sua família corriam para refúgios anti-bomba quando a sirene tocava.
Ele nunca saiu da minha cabeça. 
Há 2 anos decidi ir conhecer o Laos e tentei encontrá-lo mas não obtive sucesso.
Mas visitar aquela região e entrar em contato com a delicadeza de seus habitantes, apesar das inúmeras guerras a que sobreviveram, me deixou emocionada. 
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O Laos limita-se ao norte pela China, a leste pelo Vietnã, sul pelo Camboja, sul e oeste pela Tailândia e a oeste pelo Myanmar.
A região que hoje é o Laos foi dominada pelo rei Nanzhao até o séc XIV. Este foi sucedido pelo rei Lan Xang e no séc XVIII a Tailândia assumiu o controle de uma parte do reino.
A França, no séc XIX, dominou o Vietnã e assumiu o protetorado do Laos formando a Indochina em 1893. Em 1945 o Laos proclama o fim do protetorado tornando-se independente somente em 1954.
Em 1975 foi instalado o governo comunista apoiado pelo Vietnã e pela União Soviética.
Os idiomas oficiais são laociano, inglês e francês
As crenças religiosas dividem-se em  budismo – 65%, animista – 32,9% e catolicismo e outros – 2,1%
Está dividido em 16 províncias e vamos visitar Luang Prabang
A cidade de Luang Prabang situa-se a 140 KM da capital Vientiane é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade
Tem 16 mil habitantes.
Saímos de Chiang Mai na Tailândia e de avião fomos para Luang Prabang. Uma outra maneira de chegar a Luang Prabang via Chiang Mai, é de barco.
O visto é tirado no aeroporto mesmo.  (para detalhes ver Dicas – Vistos)
No caminho do aeroporto para a cidade já se pode ter uma idéia do local.
É um charme!
É voltar ao tempo vendo a mistura da arquitetura francesa e o budismo Theravado.
Muitas vezes é sentar e deixar o tempo passar!
Os carros
os tuk tuks
e as bicicletas,
ajudam a deixar a cidade com um atmosfera  mágica.
A segunda cidade do país ainda conserva práticas bem interioranas.
Abaixo um cercadinho para galinhas.
Fogão típico da região.
Lixeira
A cidade ainda conserva 32 dos 66 templos ou vats existentes antes da colonização francesa.
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De manhã, após um gostoso café da manhã às margens do rio Khan, que se junta ao Mekong,
fomos passear por Luang Prabang à pé.
 
O primeiro templo que conhecemos foi o Vat Sene Souk Haran.
Foi construído em 1718 e é o Templo dos 1000 tesouros.
Depois pegamos o tuktuk e fomos para o Vat Sen Hain Khan
O museu Nacional, construído em 1904, fica nesses jardins.
Era o antigo Palácio Real e abriga dezenas de objetos reais e presentes vindos de outros países. A imagem de um Buda de ouro Prabang (origem do nome da cidade0) do século XVIII está lá.
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Ao lado dele fica o Vat Mai, construído em 1821.
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Flores para serem oferecidas a Buda são vendidas pela cidade.
Almoçamos peixe na folha de bananeira com arroz e suco de tamarindo no Tamarind e de tarde pegamos bicicletas do hotel e fomos passear por aí!
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Neste restaurante famoso fizemos um curso de culinária que será postado futuramente.
Fomos para a confluência dos rios Mekong e Nam Khan onde foi construido no século XVI (1559-1560) o Vat Xieng Thong.
Sua arquitetura é típica Laoceana.
É o emblema religioso de Luang Prabang e foi construído em 1560.
Paramos para tomar um vinho branco com um peixe empanado na beira do Mekong.
 
À noite escolhemos jantar na rua do Mercado Noturno.
Lustre do restaurante.
Precisavamos dormir cedo pois no dia seguinte iríamos ter nossa aula de culinária (será postada em breve!)
O Mercado noturno fica na rua principal, abre das 17 às 22 horas e vende artesanato . Muitas lembranças podem ser compradas lá.
 
O monte Phousi fica no centro da cidade.
Para ver a vista é necessário subir são 329 degraus em meio a um jardim. 
Na subida deparamos com uma escola budista,
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jardins com esculturas de Buda,
inclusive o Buda deitado 
e outras mais
No topo fica o Vat Tham Mothayaram
A vista é linda de 360 graus de toda a cidade
Ao descer pelo outro lado tem o Vat Pahouak
com pinturas datadas de de 1860.
Vat Sop Sickharam
Vat Visounnarath
Andamos muito de bicicleta neste paraíso! 
A cozinha do Laos é muito apreciada e Luang Prabang tem muitos restaurantes,
lojinhas de artesanato
roupas típicas,
e de artistas plásticos
Dicas:
Ficamos no hotel Villa Nagara  que tem restaurante à beira do rio onde tomavamos o café da manhã
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e  bicicleta para emprestar
Os estudantes circulavam por ali para ir para a escola
A noite o clima da rua é assim:
É um hotel delicado. Tem que tirar os sapatos para ir para os quartos.
Os meninos que atendem são docíssimos! A localização é perfeita para quem quer curtir a cidade! Eles tem translado para aeroporto. Quando chegamos atrasaram e pegamos um taxi por conta própria!
Trocamos um pouco de dinheiro n aeroporto e depois trocamos mais na rua principal em uma agência de turismo.
Outros passeios:
Subir o Rio Mekong até as cavernas de Pak-Ou, onde tem as 1.000 estátuas de Buda.
Povoado Ban Xang Makmo onde se produz o tradicional papel Sa.
Povoado Khuang Xi, famoso pelo produção de tecido, a 30 Km de Luang Prabang.
Povoado Ban Thapaene – etnia Khmu.
Povoado Ban Phanom – etnia Thai Lu – famoso pela produção de tecido.
Detalhes desta viagem será postado em dicas: Pela Indochina
 
 
 

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Comentários (2)

  • cleusa

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    Ligia adoro o seu Blog. Espero receber sempre!!!!!! Bjs Cleusa

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